Allyson usou carro da Assufersa e “estourou” gasolina paga pela entidade para fazer campanha de deputado no Oeste



Por Gilberto de Sousa

O deputado estadual Allyson Bezerra(SD), quando presidente do  Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior(Sintest), da Universidade Federal Rural do Simiárido(Ufersa) usou em diversas oportunidades, um carro pertencente a outra entidade, a Associação dos Servidores da Universidade Federal Rural do Semiárido(Assufersa) para fazer campanha a deputado de 2018 em municípios do Oeste e região central.


A permissão do uso do Corsa Classic, branco, 2013, só era possível porque o coordenador da Assufersa, Alex Nunes era aliado político de Allyson e teria chegado ao comando da associação por seu apadrinhamento. Mesmo assim, o fato chegou a gerar indignação, principalmente porque o carro tinha sido objeto de uma confusão na Assufersa que provocou até a saída de membro da diretoria. O veículo seria vendido para pagar uma dívida junto ao supermercado Rebouças, mas acabou sofrendo com a depreciação.


Servidores da Ufersa que preferiram não se identificar com receio de represálias, sustentam que as viagens eram intensificadas à proporção que a campanha entrava na reta final. Por outro lado, outros servidores ouvidos que saíram em defesa de Allyson, minimizaram a denúncia, procurando justificar que as viagens faziam parte de visitas de interesse do sindicato aos núcleos e campi da Ufersa nos referidos municípios. No entanto, admitiram que houve exagero e até ilegalidade uma vez que o veículo não era do Sintest, mas da Assufersa.


Nesse período, muitos servidores que levantaram a bandeira de Allyson para chegar ao sindicato já confessavam decepção e desconfiança de que ele usava as entidades como trampolim para subir na vida.


Com propostas atraentes, garra juvenil, perfil esquerdista e mostrando seriedade, Allyson conseguiu chegar muito bem ao comando sindical. Mas logo foram chegando às revelações decepcionantes. Nunca botou em prática propostas que sugeriam a parceria entre as duas entidades e até um trabalho de aproximação da Ufersa com a sociedade mossoroense.  Mudou o perfil esquerdista de acordo com suas conveniências, votou em Bolsonaro de extrema direita e logo mostrou posição dúbia se colocando em situação política embaraçada.


Outras propostas foram igualmente esquecidas, o que rachou a pódio de quase unanimidade entre os servidores que hoje temem novas investidas. “Como presidente do sindicato não fez nenhum dos projetos prometidos, como deputado estadual durante dois anos não tem nenhum projeto. É muita conversa fácil e oba-oba nas redes sociais por um grupo organizado”, desabafou uma servidora antes aliada ferrenha de Allyson, mostrando decepção. 

 

Via GAZETA DOOESTE


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