Telemedicina envolve médicos solidários e pacientes que necessitam de atendimento nos primeiros sintomas da covid-19


Um projeto sem fins lucrativos disposto a entregar assistência à população que precisa de atendimento médico, através da telemedicina, se encontra a disposição daquelas pessoas sem convênio médico e que estejam com sintomas da covid-19, como tosse, febre, falta de ar, dor de garganta.

Trata-se da Missão Covid – www.missaocovid.com.br – É uma plataforma que conecta o paciente com um grupo de médicos que se reuniu para atender gratuitamente as pessoas com os sintomas. A pessoa se cadastra e rapidamente um médico entra em contato e faz um vídeo consulta. Atendimento gratuito.

“ É um projeto sem fins lucrativos disposto a entregar assistência à população que precisa de atendimento médico, através da telemedicina”, explica o médico Leandro Rúbio, um dos idealizadores do projeto. “É uma consulta por vídeo, entre o paciente e o médico. Então se você precisa de atendimento médico será uma honra atendê-lo”, explica ao convocar também a classe médica que deseja se envolver na missão.

“Se você médico quiser fazer parte desse projeto, essa missão humanitária vamos jutos prestar assistência a toda essa população”, completa.

A Missão Covid, nome desse grupo médicos voluntários que participam da missão altruísta de levar orientação virtual gratuita à população brasileira, foi uma iniciativa que nasceu da angústia de um jovem oncologista que estava em quarentena e que, junto com um amigo cardiologista e pessoal de tecnologia da informação (TI), se propôs a adaptar para o atendimento virtual uma plataforma de telemedicina que já estava funcionando em vários hospitais.

De acordo com informações do portal medscap.com, no primeiro dia, em um projeto-piloto por vídeochamada de Instagram, foram 35 orientações de pessoas entre 1 e 81 anos, de Ijuí, no Rio Grande do Sul, a Belém, no Pará.

“Descobrimos que a grande maioria dos pacientes teria ido a uma unidade de saúde se não fosse pelos médicos que prestaram atendimento voluntariamente. Resolvemos 100% das dúvidas, e os pacientes se sentiram confortáveis”, compartilharam em um grupo no Telegram (um aplicativo de mensagens instantâneas), no qual os médicos voluntários organizam a escala de plantões e ao qual o Medscape teve acesso.

No segundo dia foram 156 atendimentos. “É como se fosse um Uber, oferecemos a plataforma e os médicos que se voluntariam, a usam”, explicou o Dr. Rafael Brandão, oncologista clínico e fundador do grupo junto com o cardiologista Dr. Leandro Rubio.

“A ideia é que seja unicamente orientação, não damos conduta”, destacou o oncologista.

A escala dos plantões virtuais comporta até 30 nomes. Na central de vagas, um voluntário de plantão registra os pedidos da população feitos via Instagram, então o médico escalado para responder escolhe a ferramenta: Zoom, Skype ou outra, e o paciente recebe o link.

Convocatória

As chamadas aos médicos são feitas por vídeos divulgados no Instagram e amplificadas por outras redes sociais. Nas primeiras 36 horas a Missão Covid já tinha 302 médicos cadastrados.

Todas as especialidades médicas são bem-vindas, havendo apenas uma exigência para participar do projeto: o CRM ativo.

“Não tem sênior ou júnior, todo mundo é voluntario, tudo mundo é igual”, disse o Dr. Rafael.

A responsabilidade é toda do voluntário, a ferramenta não tem previsto ter canal de reclamação, nem de denúncia e nem de bloqueio.

“É um cenário de guerra, se a gente se preparar demais vamos perder o timing”, justificou.

Urgência não quer dizer falta de planejamento ou organização. Cada médico da Missão Covid recebe um guia de atendimento, no qual é indicada desde a forma de apresentação até a necessidade de o médico utilizar um fone de ouvido durante os atendimentos, porque as informações dos pacientes são confidenciais. No guia também consta um esquema com o fluxo de teleatendimento de atenção primária, a informação atualizada que ajuda no diagnóstico, bem como orientações a repassar quando é necessário encaminhar o paciente a uma unidade de saúde.

GAZETA DO OESTE
Foto: Reprodução

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