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Possível vice de Bolsonaro, Janaina diz: há decisões a se tomar em silêncio

A advogada Janaina Paschoal (PSL) indicou que está avaliando a possibilidade de ser vice na chapa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato ao Planalto. Em mensagens publicadas em seu perfil no Twitter, Janaina --uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)-- disse que há algumas decisões que "precisam ser tomadas em absoluto silêncio".

 "Peço desculpas por não ter atendido ninguém ontem.  Acredito que algumas decisões precisam ser tomadas em absoluto silêncio. Quero ajudar Bolsonaro a enfrentar todos esses ajustes que vêm sendo feitos às claras e também subrepticiamente. Resta saber se cargos são necessários", escreveu na rede social neste sábado (21).

 No domingo (22), o PSL realiza sua convenção nacional no Rio de Janeiro. No evento, Bolsonaro deverá ser oficializado como candidato do partido. O deputado, mesmo após negativas envolvendo o general Augusto Heleno (PRP), apontou que irá anunciar seu vice durante o evento.

 Desde que o PRP se mostrou contra a aliança com Bolsonaro envolvendo Heleno como vice, o nome de Janaina começou a ganhar força. A possível integrante da chapa do deputado, porém, fez críticas ao sistema político atual em decorrência da decisão do PRP sobre Heleno e Bolsonaro.

 "Apenas pensem sobre o que eu vou dizer", comentou a advogada na rede social, ao dizer que faria uma reflexão. "O General aceitou, mas o partido ao qual ele havia se filiado não permitiu. Essa situação poderia ter ocorrido com outras pessoas e partidos", pontuou.

 Para ela, a situação entre Bolsonaro e Heleno mostra duas pessoas que "querem trabalhar juntas, mas siglas as impossibilitam". "É uma violência! Os grandes partidos olham para situações como essas e apresentam como solução a cláusula de barreira. Mas a verdade é que a cláusula de barreira não corrige esses absurdos, ela só dá mais poder aos grandes partidos, que agem da mesma foram internamente. É terrível!"

 A advogada reforçou, então, sua tese de que deveriam ser permitidas candidaturas avulsas. "Com todo respeito à divergência, quem diz que fortalecer partido é bom para a Democracia, creio, nunca vivenciou esse mundo paralelo, que é a política", argumenta. "A pessoa, para poder concorrer, precisa se filiar a um Partido (o que já é uma violência). Filia-se, sem garantia de nada. Uma vez filiada, depende do aval do partido para se candidatar. Se o partido não dá a legenda, a pessoa não sai e um bom quadro pode ser neutralizado!"

Ainda sem o martelo ter sido batido, pessoas próximas a Bolsonaro têm dito que há "90% de chances" de Janaina ser anunciada como vice do deputado federal, que aparece como líder das pesquisas de intenção de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, atualmente está inelegível. 

*Com informações do UOL - Marcelo Camargo/Agência Brasil.


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