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Polícia cruza versões e ouve testemunhas em caso de suposto assédio sexual em hospital de Macau

Da Redação

As investigações sobre um suposto caso de assédio sexual envolvendo um médico e uma paciente, na semana passada em um hospital de Macau, estão na fase de cruzamento de versões, análises de filmagens de câmeras e de depoimento de testemunhas. 

As versões tanto da paciente, quanto do médico, entre outras pessoas também ouvidas, são totalmente divergentes, segundo o delegado Thiago Batista, em contato com a imprensa.

O caso sacudiu as redes sociais durante toda a semana, após uma mulher que foi atendida pelo médico Gastone Camilo, sair espalhando que sofreu abuso. A primeira versão é que ela passou mal ao sair do velório de um parente e ao ser atendida havia sido surpreendida pelo médico, que segundo ela, teria lhe apalpado maldosamente seus seios enquanto ela estava desmaiada.

Após o fato ser propagado, o médico escreveu uma nota sobre sua versão, antecipando que vai processar a paciente por calúnia e difamação:

Trabalho idoneamente em Macau há 3 anos, sou casado e pai de 2 crianças pequenas. Após cerca de 70 atendimentos, atendo uma mulher afirmando dor torácica. Pedi pra paciente se deitar pra fazer a ausculta cardíaca. Mas a paciente foi logo tirando a camisa e disse estar sentindo dor em mamas (a versão pode ser confirmada com os próprios parentes) e que já há 3 meses vinha sentindo inclusive fez avaliação ginecológica em Macau. Fiz a ausculta: taquicárdica; e inspeção e exame clínico das mesmas. Paciente em decúbito dorsal com cabeça apoiada nas mãos. No sentido horário, rapidamente, em torno de 2 minutos, palpei ambas as mamas (para investigar cisto ou nodulações) por quadrante e nada constatei. Mesmo assim a mediquei com analgésicos e ansiolíticos, pois a paciente referiu dor à palpação. Fui almoçar. Antes de retornar os atendimentos a enfermeira me diz que a paciente está me acusando de abuso sexual (estupro) e os parentes ameaçando de me matar. 

Não toquei de forma maliciosa em alguém que me acusa sem prova alguma. Se estava sentindo -se desconfortável com qualquer ato, pq não se recusou ou negou ou interrompeu o exame físico? Porque não se queixou a mim de nada no ambiente do consultório? 

Foi até a delegacia e prestou queixa alegando estupro. Ao lá chegar encontro um parente (cunhado) que reafirmou a queixa de dor em mamas e que estavam nervosos de luto pela perda de um parente (palavras dele). O mesmo foi extremamente agressivo comigo e com minha esposa. 

Eu sei que Deus viu e tenho a minha consciência limpa de que nada fiz. 

Na verdade eu errei, porque examinei sem outras pessoas presentes e aí ela pode dizer o que quiser ou me acusar do que bem entender pras pessoas verem e ouvirem. Hoje, pra falar a verdade eu estava muito feliz e satisfeito porque após muito tempo havia voltado a trabalhar com satisfação no hospital de Macau. E aparece gente desse tipo (agente escuta os comentários sobre os pacientes de Macau e tenta relevar) e todos são ouvido e acreditam. Não veio ninguém do hospital sequer perguntar a minha versão, com exceção da enfermeira Rafaela, profissional exemplar, que veio me comunicar. 

Envio essa mensagem apenas à Luciana, Weberth e meu advogado (porque vou sim me defender e processar por calúnia) que foi quem confiaram em mim e espero sinceramente que continuem depositando a sua confiança. Pra Deus eu juro por meus filhos que nada aconteceu porque eu nada fiz.

Obrigado por tudo.
 Fiquem com Deus.

A outra parte

O MOSSORÓ AGORA procurou entrar em contato com a a paciente, mas não obteve êxito.

Em caso de confirmação da inocência do médico, a mulher e as pessoas que espalharam o assunto poderão responder judicialmente por calúnia, difamação e comunicação falsa de crime, sujeitos a penas que variam de seis meses a quatro anos de prisão.

Já o médico, em caso de não conseguir provar a inocência e se for condenado, poderá responder por violação sexual e estupro, com pena que poderá chegar a 16 anos de prisão.

Foto: Reprodução
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