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Carlos Augusto divulga nota de esclarecimento sobre processo na Operação Sinal Fechado

Da Redação

Hoje no final da tarde o ex-deputado Carlos Augusto Rosado divulgou, através de sua assessoria, nota de esclarecimento sobre notícia envolvendo seu nome na Operação Sinal Fechado, ocasião em que a Justiça do Rio Grande do Norte catou denúncia do Ministério Público Federal contra os não detentores de foro privilegiado acusados de participação em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que foi alvo da operação Sinal Fechado, deflagrada em 2011. 


O marido da então governadora Rosalba Ciarlini, atual prefeita de Mossoró, divulgou a seguinte nota: 

Nota de esclarecimento

"A assessoria do ex-deputado Carlos Augusto Rosado informa que não houve nenhuma declaração de culpa ou participação dele pelo simples fato do processo sobre inspeção veicular, que foi cancelado no sexto dia de governo da sua esposa Rosalba Ciarlini, ter sido remetido à Justiça Federal no Rio Grande do Norte e ter começado a tramitar.

O que está havendo é apenas o trâmite normal de um inquérito que parte permaneceu no STF e parte foi enviado à primeira instância, pois Carlos Augusto não possui foro por prerrogativa de função.

O ex-deputado confia na Justiça e nos robustos fatos e provas de toda uma vida, bem como da ex-governadora e do Governo Estadual à época que foram veementemente contrários à denominada inspeção veicular, cancelando-a num primeiríssimo momento, evitando dano a milhares de norte-rio-grandenses.

É preciso ressaltar também que no primeiro exame mais aprofundado da Justiça nesse mesmo processo, que foi feito recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, o ministro relator Ricardo Lewandowsky demonstrou  tamanha convicção pela absolvição que, de forma clara e expressiva, sequer aceitou que a ex-governadora figurasse como acusada, decidindo pela exclusão do nome de Rosalba Ciarlini, exatamente por não haver por parte del, ou do marido, nenhum gesto ou ato que mostrasse concordância ou benefício com a aplicação da inspeção veicular.

Ao contrário disto, a ex-governadora agiu para cancelar tal inspeção dentro de suas atribuições como então Chefe do Executivo, e conseguiu isto na primeira semana de governo, evitando que milhares de norte-rio-grandenses pagassem uma taxa dispendiosa e desnecessária à uma empresa que exploraria tal serviço".

A denúncia  inclui dentre os réus o suplente de senador José Bezerra de Araújo Júnior, o “Ximbica”; o assessor parlamentar do ex-senador João Faustino, Antônio Marcos de Souza Lima; e o empresário George Anderson Olímpio da Silveira, que vem colaborando com as investigações.

Contra os envolvidos que possuem foro por prerrogativa de função, estão o  senador José Agripino Maia (DEM) e a ex-governadora e atual prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP), a denúncia foi feita pela Procuradoria-Geral da República - por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – e se encontra sob análise da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá decidir se a acata ou não.

Conforme Carlos Augusto lembra na nota, a Segunda Turma do STF iniciou no dia 8 de maio às denúncias contra Rosalba Ciarlini e José Agripino Maia. Na ocasião, o relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela rejeição da denúncia, feita pela PGR, contra a ex-governadora, porque, segundo o ministro, não havia indícios suficientes da participação de Rosalba no esquema. Mas o julgamento foi interrompido devido pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, após o relator votar pelo recebimento da denúncia contra José Agripino.

Foto: José Aldenir/Agora RN
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