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Uma epidemia de depressão no Brasil


A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Atualmente, a doença é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.

Hoje se sabe que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios. Por essas e outras, já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares.

Um levantamento realizado pela americana Universidade Harvard em 18 localidades mostra que a prevalência de depressão no Brasil é a maior entre as nações em desenvolvimento, com um total de 10,4% de indivíduos atingidos. E a taxa de mortes relacionada a episódios depressivos (incluindo suicídios) aumentou 705% por aqui nos últimos 16 anos, segundo pesquisa realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Diferença entre depressão e tristeza

A depressão é uma doença, marcada por sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, culpa, baixa autoestima, distúrbios de sono e na alimentação, cansaço e déficit de concentração. Embora os médicos não conheçam em detalhes os motivos do início de uma crise — tampouco o que acontece direito no cérebro deprimido —, o quadro tem diagnóstico e tratamento. Portanto, não dá para caracterizá-lo como falha de caráter ou falta do que se preocupar. “Ainda há muito estigma, e isso só prejudica a melhora do paciente”, diz o psiquiatra Táki Cordás, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

Na contramão, a tristeza faz parte da natureza humana. “Ela é uma das formas como expressamos o colorido das emoções”, define o psiquiatra Luis Felipe Costa, consultor da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O problema começa quando esse sentimento paralisa e impede que a vida siga em frente. Aí é preciso procurar ajuda. O escritor americano Andrew Solomon, autor de O Demônio do Meio-Dia (Companhia das Letras), obra que faz um grande retrato do transtorno, resume bem esse conceito: “O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade”.

Depressão tem cura

Se a sua depressão está a impedi-lo de viver a vida que você quer, não hesite em procurar ajuda para o tratamento, pois a depressão tem cura.

Na maioria dos casos, a melhor abordagem envolve uma combinação de apoio social, mudanças no estilo de vida, desenvolvimento de habilidades emocionais e ajuda profissional. Saiba mais como tratar a depressão a seguir.

A chave para recuperar da depressão é começar por pedir ajuda. O apoio para a depressão pode vir de várias fontes, incluindo médicos, conselheiros de saúde mental, amigos e familiares.

Comece por partilhar os seus sentimentos sobre a depressão com alguém próximo a você, como um familiar ou amigo. Deixe a sua família e amigos saibam o que você está a passar e como eles podem ajudá-lo. Ter o apoio de alguém irá acelerar a sua recuperação.

Os profissionais de saúde mental como terapeutas ou psiquiatras podem ajudar a superar os problemas causados pela depressão, não espere tomar só medicação para a depressão passar, por vezes a terapia é tudo o que precisa para resolver os seus problemas.

Além disso pode haver grupos de apoio perto da sua área de residência que podem ajudar partilhando as suas experiências e ouvindo as outras pessoas.

Parte do tratamento da depressão é feito com mudanças de estilo de vida saudáveis. Nem sempre são fáceis de fazer, mas podem ter um grande impacto sobre a depressão e podem ajudar muito a melhorar a forma como você se sente.

Com subsídios de André Biernath e Goretti Tenorio - site SAÚDE  + Sair da Depressão
Imagem: Ilustrativa
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