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Sinte/RN diz que adesão a greve está forte e aumentará ao longo da semana


O diretor da regional Mossoró do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) e integrante da comissão de greve, Jean Carlo da Silva, disse ao DeFato.com na manhã desta segunda-feira, 26, que a adesão dos professores a paralisação, decidida na última sexta-feira, 23, começou forte e a expectativa é que aumente durante a semana.

Segundo ele, os pais e alunos já começaram a ser avisados da greve na tarde da última sexta e que também nesta segunda o avisado será dado. Ele diz que esse aviso é a respeito dos motivos que levaram os professores ao movimento.

“O movimento começou forte e tende a aumentar nos próximos dias. Os professores já começaram a avisar aos pais e alunos sobre o movimento ainda na sexta quando foi decidido pela paralisação. Ainda não temos um número exato da adesão na regional de Mossoró, mas ela está forte e aumentará. Acho que só teremos um número exato na próxima semana, pois essa semana também é curta”, informou.

Jean Carlo ainda relata que a greve no Estado também tem alto grau de aceitação entre os professores. “O que tem chegado aqui para a gente na Regional de Mossoró é que a greve no Estado está forte. O Sinte de Mossoró vai se reunir com agora pela manhã com os professores de Areia Branca e acreditamos que eles também vão aderir. Amanhã (terça-feira) será a vez dos professores de Caraúbas que terá um encontro com a gente”.

Os professores estão reclamando a implantação do reajuste do piso nacional de salário dos magistério, de 6,81%, e que deveria valer a partir do dia 1º de janeiro deste ano. A pauta de reivindicação contém outros 50 itens sobre melhores condições de trabalho.

O Governo do Estado, via Secretaria de Educação, tentou impedir a paralisação, chegando a apresentar quatro propostas, com parcelamento do reajuste salarial, mas não foram satisfatórias, segundo avaliação da categoria.

A primeira proposta apresentada pelo governo oferecia o reajuste dividido em cinco parcelas, que seriam pagas entre julho e novembro deste ano.

Em seguida, o governo sugeriu pagar o reajuste parcelado entre abril e setembro para ativos e inativos. A terceira oferta foi pagar 3% em junho e 3,81% em setembro para ativos e inativos. E última proposta, também recusada, foi o pagamento de 3% em junho para ativos e inativos. No mês seguinte sairia o pagamento de 3,8% para os servidores da ativa e o mesmo percentual sairia em setembro para os inativos.

A última proposta prevê pagamento integral para os professores na ativa em abril e parcelado em cinco vezes para os inativos, com pagamentos entre abril e setembro.

Jornal De Fato
Foto: Sinte/RN Mossoró
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