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Mossoró na mira dos pré-candidatos ao governo estadual


A exigência por definições de chapas diante da proximidade das eleições deste ano tem estreitado o caminho da pressa e acentua o movimento de bastidores. Praticamente postos como pré-candidatos ao governo, a senadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Fábio Dantas (PSB), se mobilizam com régua e compasso buscando companheiros de chapa levando em conta que o processo deve passar por Mossoró.

A falta de quadros entre os partidos que se apresentam como possíveis aliados pode inclusive concorrer, no caso do PT, para a formação de uma chapa puro sangue. Através do comando estadual, o PT ensaia analisar o  nome do empresário Wilson Fernandes, que deve se filiar ao partido, e seria uma escolha até para atenuar a composição com um perfil empresarial. No entanto, para que essa chapa seja concretizada  seria preciso vencer obstáculos vindo de reações adversas de aliados que não enxergam no empresário o nome ideal e agregador. Mesmo assim, os passos estão  sendo dados em meio a análise de outros nomes.

Já em relação ao vice governador Fábio Dantas, além da importância de Mossoró no processo, a escolha de um nome da cidade é avalizada como uma necessidade real, uma vez que Fábio não tem qualquer base na cidade e região e sequer é conhecido nas massas. Ele tem acenado para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Uma indicação de um nome e por Rosalba seria a jogada ideal, conforme defendem os articulares e apoiadores de Fábio.

Mas se Fábio Dantas tem pressa, a prefeita Rosalba Ciarlini e seu grupo, que se mostram sempre abertos a conversas com todas as tendências em virtude do próprio assédio, preferem observar mais tempo. Não seria qualquer compromisso assumido anteriormente com o projeto que o atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo tenta formatar, como acreditam alguns analistas políticos, mas sobretudo, cautela. 

A verdade é que por ser uma cidade polo e de importância política impar em qualquer projeto estadual, Mossoró está na mira dos governadoráveis e deve sim apresentar nomes nas composições majoritárias.

Carlos Eduardo ainda pode recuar de projeto


Segundo as indicações, embora  o projeto de disputar o governo estadual teria começado a ser construído na disputa pela reeleição a prefeitura da capital,  o prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT), já passa a ver a possibilidade de um recuo. Os ventos pareciam favoráveis a partir da própria composição com o PMDB com a reaproximação familiar, mas diversos fatos que foram se evidenciando começaram a mudar o norte do contexto em gestação.

As especulações nesse sentido durante esse fim de semana têm soprado forte entre os ventos políticos.

Hoje, ao se aproximar a data da exigência jurídica da sua renúncia para se credenciar a entrar na disputa estadual, Carlos Eduardo estaria repensando. Segundo um importante aliado do prefeito, a possibilidade da desistência de ser candidato ao governo tem sido inclusive objeto de reuniões pontuais. Caso decida mesmo ser candidato a governador Carlos Eduardo terá de renunciar até o dia 7 de abril. Ele tem anunciado que vai renunciar no dia 5, quando até vai reunir forças para tentar repetir o feito da ex-governadora Wilma de Faria (falecida) que em abril de  2002, renunciou exatamente a Prefeitura de Natal, passando o bastão para o próprio Carlos Eduardo, então vice, e disputou o governo, sendo  eleita com 820.541 votos, correspondentes a 61,05% dos votos válidos.

Gilberto de Sousa
- da Redação
Fotos: Reprodução
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